17 outubro 2014

Playlist: Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor!

17 de Outubro, Dia Nacional da Música Popular Brasileira. Homenageia Chiquinha Gonzaga, reconhecida como a primeira compositora da MPB, que hoje é plural, abstrata, sem fronteiras, que vem de todos os cantos e tão representativa. Estilos e gêneros variados, transcendendo em épocas distintas, seja rock, techno, carimbó, forró, rap, ritmos afro-brasileiros, pop, experimental, tradicional.
Aquela geração [geração de 60] (apoiada pela TV, pelas rádios e pelo próprio público) enfrentou com inteligência a truculência de uma ditadura cruel, e se tornou clássica. Já a atual geração se desdobra para enfrentar outro inimigo, o capitalismo burro e sem escrúpulos, para sair de um gueto que, ainda que mostre sinais de evolução, está longe do reconhecimento merecido. E esse reconhecimento virá? Esperamos que sim. Esperamos. Enquanto esse dia não chega, a nova música brasileira está a sua disposição, a um toque do mouse. Não perca tempo. (Marcelo Costa)
Como diria os Novos Baianos, chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor. Não há nada mais significativo para isto se não for a produção artística histórica e atual da música popular brasileira. O Brasil como essência, não o virtual e inútil.

16 outubro 2014

Resenha - Under The Dome: 2ª temporada


Stephen King é responsável por boa parte do que se conhece de sci-fi pop americano. Obras literárias como Carrie, a Estanha e O Iluminado, de sua autoria, viraram grandes filmes, principalmente por dois motivos. O primeiro é que suas narrativas são sempre permeadas de metáforas sociais, que são transportadas para o que vem a ser o elemento sobrenatural ou de horror do elemento central da história. O segundo é que ele sempre se envolve no projeto cinematográfico de forma expressiva. Não é diferente em Under The Dome. A série, cuja segunda temporada foi exibida pela CBS, narra a história de uma cidade do interior dos EUA que é isolada por uma redoma, de origem e composição desconhecida. O funcionamento da narrativa segue bem à primeira regra, já que, para continuarem vivos, os moradores da cidade vão ter que reconstruir conceitos de sociedade e até de ecologia, quase como se a redoma formasse um mundo em miniatura, com consequências dos atos humanos muito mais instantâneas. A segunda também é válida: Stephen tem dedos, mãos e cabeça enfiados no projeto, chegando a escrever episódios inteiros dessa temporada. E isso é uma pena: não dá pra dizer que ele não teve controle do que está sendo construído.

Com um plot central tão promissor, Under The Dome acaba sendo o que se espera de uma série do seu gênero, provavelmente inferior, inclusive. Nomes como Stephen King e Steven Spielberg se acumulam na produção da série, e devem enganar a quem achar que são sinônimos de uma boa produção. Aqui, eles fazem apenas o que sabem fazer de melhor: um sucesso comercial. Under The Dome tem uma audiência grande e estável em seu horário, o que é ótimo para a CBS, mas para isso tende sempre a criar histórias pouco inovadoras para um público que já sabe o que esperar, mesmo se tratando de uma série sobre fenômenos misteriosos.

Desde Lost esse tipo de série é quase obrigatória na TV americana e segue bem a modelos já preestabelecidos. Nada de errado, desde que sejam feitos com qualidade. Os ganchos, que deveriam ser a principal ferramente desse tipo de programa, são aleatórios e por vezes até abruptos ou repetitivos, dando a sensação que eles não foram sequer pensados. O roteiro todo, aliás, é sofrível. Os personagens, cuja inconstância podiam ser um ponto forte do mistério, caem facilmente no esteriótipo já preestabelecido na temporada anterior, e quando mudam de personalidade é apenas para se encaixarem em algum papel de vilão ou herói do momento que precisa ser preenchido. Os diálogos não consegue aprofundá-los, e acabam sendo ou um grande falatório sentimental e místico sobre "o que a redoma quer ou não" - sim, aparentemente ela tem uma personalidade na série, a única desenvolvida, talvez.

O que resta de aspectos não negativos de Under The Dome não chegam a ser aspectos positivos, mas apenas OK, regulares. A série não acrescenta nada à gama de séries transgressoras que temos nesse momento da TV, e sua função é apenas fornecer entretenimento para o espectador que só quer distração e para a rede de TV que só quer reter o que ainda resta de público. Quase uma novela.




07 outubro 2014

Carta do Editor - Mês #5 Responsabilidade


"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." Apesar de eu não gosto muito dessa frase, fato é que ela faz parte da infância de muita gente. Por que esse é, definitivamente, um dos valores - ou sentimentos, sabe-se lá - que mais cedo se recebe, desde pequeno. Responsabilidade. Em diferentes níveis, obviamente, de passar a poder dirigir, a ter que tomar conta dos irmãos, a até mesmo ter que ficar quieto para não fazer bagunça, o conceito de arcar com suas consequências é um dos mais fortes da nossa sociedade, sim, até hoje.

Ainda sim, há gente falando que nunca fomos tão irresponsáveis. E, por incrível que pareça, pode até ser verdade. A gente aprendeu que a responsabilidade é sempre de alguém, e que ela tem que ser lidada, mais cedo ou mais tarde. Faz muito sentido. O problema é que a gente nunca quer admitir que o problema é conosco. Ou a culpa é do outro, à la Sartre, ou a culpa é até da gente, mas "teve aquilo também que piorou tudo" ou "mas a culpa não é tão minha assim". Tanta aversão gerou um dos fenômenos mais malucos de hoje em dia, que é a pessoa que é preconceituosa, mas que se recusa a ser chamada de preconceituosa, por que assumir que o que você diz não é só sua opinião e que tem reações negativas na sociedade parece ser demais pra muita gente (mesmo não sendo o suficiente para passar a agir de outra forma)

O tema não vem por acaso. O período de eleições sempre desperta na gente a sensação que não temos muito como mudar a situação patética e desestruturada que nossa política vive há tanto tempo - desde que ele existe, talvez. A gente acaba votando no que já conhece, ou no menos pior, e os eleitos são praticamente os mesmos, seja pra bem ou pra mal. A estagnação do cenário político acaba igual, assim como em protestos e movimentos sociais, que historicamente não resultam em mudanças, e a gente acaba se sentindo meio culpado.

Tenho uma amiga que diz, em tom cômico, a seguinte frase: "Lide com as consequências ou as consequências lidarão com você". Pode parecer idiota (e a intenção é essa mesmo), mas ainda acho que ela traz aquela velha sensação que cada um de nós guarda, de que a irresponsabilidade é como um carma, que vai vir puxar o seu pé de noite e destruir sua vida. Como se tivéssemos sempre que tomar conta de tudo que está ao redor, que se não desmorona. Talvez seja por isso essa necessidade de estar sempre atarefado.

Acho que responsabilidade tem que ser encarada não como um lema de vida, não como uma constante, mas apenas como um elemento importante, assim como coragem e motivação, para o primeiro passo de se mudar alguma coisa. Quando se tem plena consciência do que deve ser feito, o objetivo deve ser o foco, e não o medo de não chegar até lá. É o que eu vejo em muitos adolescentes fazendo vestibular, por exemplo, em que um obstáculo a ser alcançado acaba virando um monstro inatingível por pressão - própria ou alheia - numa situação em que algo que era pra ser difícil e positivo de se conseguir se amplifica em algo impossível e indispensável.

Depois de tanto atraso com a carta desse mês, a responsabilidade bateu e resolvemos falar justamente dela, desmistificá-la para entender que ela ela não é um bicho de sete cabeças, nem uma tia chata que te dá bronca, mas na verdade algo indispensável para que, como indivíduos, possamos crescer.

24 setembro 2014

Dota 2 Vs. League Of Legends, Fight!


Após a magnifica disputa entre os clássicos Mario e Sonic, seria essa a maior rivalidade entre jogos da atualidade? Será que realmente algum desses dois MOBAs ( Multiplayer Online Battle Arena, ou Arena de Batalha Multiplayer Online em português ) tem uma superioridade perante o outro? O fato é que muitos participam dessa confusão, mas poucos realmente sabem de verdade os reais atributos de cada jogo, confira já, e não seja mais uma dessas pessoas.

 Dota 2 
Sendo o grande veterano do estilo MOBA, o mesmo deu início ao gênero. Tendo na sua segunda versão, uma enorme mudança nos gráficos, onde teve os aspectos 3D muito mais trabalhados que a versão anterior.

Seu período de teste foi muito extenso, dando espaço assim para o lançamento do seu grande rival: LoL, o famoso League of Legends, no ano de 2009. Seu principal inimigo absorveu a legião de fanáticos por Dota 1 que já estavam de saco cheio de tanto aguardar ansiosamente para que o título fosse então, finalizado. Quando Dota 2 foi lançado,já era tarde demais e não conseguiu recuperar todos os seus fãs perdidos para o concorrente, porém, menos popular, Dota permanece imortal. 

League Of Legends 
Desde o seu marcante lançamento até os dias de hoje, "LoL" ( League Of Legends ) definiu um marco na linha do tempo dos MOBAs. Mesmo tendo seus gráficos inferiores, roubou a legião massiva dos jogadores de Dota e hoje é o título mais jogado. Existem diversas críticas á respeito do título e inclusive dos fãs ( que muitas vezes são questionados inclusive pela opção sexual, algo sem nexo algum ), sendo uma delas sobre a opção de gastar dinheiro comprando skins e outros itens no jogo, que é algo que fica á critério do jogador e é voltado apenas para o aspecto da aparência. Porém, isso terminou sendo uma das coisas queridas pelos jogadores do título, por permitir uma gama de personalizações para seus personagens.

Mas afinal, quais as Igualdades/Diferenças entre eles? 
Ambos têm diversos aspectos que se igualam, e outros que se diferenciam bastante, deixando muitos confusos, porém, vale relembrar seus aspectos que diferem ou não, confira:

Semelhanças: 

Objetivos principais (resumidamente) :
Dota 2 – Destruir a base inimiga.
League Of Legends - Destruir a base inimiga.


Mata Competitivo :
Dota 2 – Três rotas principais, com algumas ligações e protegidas por torres.
League Of Legends - Três rotas principais, com algumas ligações e protegidas por torres.
Podemos perceber que a “essência” dos dois é a mesma, tendo os mesmos objetivos e tipos de mapas.

Diferenças: 
Acesso ao LoL:
  • Acessar o site do LoL 
  • Criar conta no LoL 
  • Baixar o LoL 
  • Atualizar o LoL (se necessário) 
  • Iniciar o LoL 

Acesso ao Dota 2:
  • Acessar o site da Steam 
  • Criar uma conta na Steam 
  • Baixar a Steam 
  • Iniciar a Steam 
  • Adicionar Dota 2 á biblioteca da Steam 
  • Baixar Dota 2 -Atualizar Dota 2 (se necessário) 
  • Inicar Dota 2 

Como podemos conferir, o acesso ao LoL é bem mais prático e fácil do que ao Dota 2, já que nem todos têm acesso a uma conta na Steam, resultando na grande quantidade de jogadores do League Of Legends. Existem outras diferenças, como:

O mapa de Dota 2 é maior que de League Of Legends resultando em partidas mais longas.

Em Dota 2, seu personagem perde ouro ao morrer, enquanto em League Of Legends isso não acontece.

League Of Legends é um pouco menos caótico e mais fácil de aprender do que seu concorrente Dota 2.

A plataforma que “abriga” o Dota 2 é a Steam, a maior plataforma de comércio de jogos do mundo , sendo assim , os jogadores terão menos chances de criar contas apenas para “bagunçar” o jogo.

A segurança de Dota 2 fica por conta da Valve, tendo assim uma superioridade em questões de servidores e segurança, por ser uma empresa de grande porte.

As configurações mínimas de League of Legends são mais acessíveis do que as de Dota 2, aumentando o número de jogadores.

 Mas, quem ganha essa batalha? 
Não adianta alegar que LoL é mais famoso, ou que Dota 2 é mais seguro e antigo. O fato é que esses dois títulos têm aspectos bem diferentes, e outros bem parecidos, o que deve ser avaliado é aquilo que mais te agrada, e assim fazer a sua escolha, ou quem sabe até, jogar os dois ao mesmo tempo? Sendo assim, escolha seu MOBA ( ou seus MOBAs ), e boa sorte!